Após o salto temporal, a origem de Lin Zhen escondia um grande segredo. Para desvendar a verdade, ele avança passo a passo no caminho da imortalidade, e enquanto os dois reinos de imortais e deuses se fragmentam, a verdade vai se revelando pouco a pouco...
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Aldeia do Culto aos Deuses.
Lin Zhen estava sentado sobre um velho carvalho centenário, olhando o céu familiar e ao mesmo tempo estranho, com um semblante de melancolia.
O familiar vinha das memórias do antigo habitante de seu corpo. O estranho, porque ele era um viajante de outro mundo.
A sensação após a travessia era como despertar memórias de uma vida passada, enquanto o presente parecia intenso e real.
Recordando-se do instante em que chegou, uma cena surgiu em sua consciência: dois caixões de cristal, e dentro de um deles estava ele próprio, ainda criança.
Naquele momento, uma voz sussurrava: “Em nome do mestre, pergunto-lhe: quando irá despertar?”
Infelizmente, além dessas lembranças, nada mais conseguia recordar. Era evidente que sua identidade nesta vida não era simples.
Ele franziu a testa.
Sob a sombra da árvore...
“No passado distante, existiam dois grandes reinos: o dos imortais e o dos deuses. Cada um se autodenominava como a raça dos imortais e a raça dos deuses... Diz a lenda que, durante a batalha entre o Patriarca Imortal e o Patriarca Divino, o primeiro pereceu e o segundo desapareceu...”
Um homem de meia-idade, de aparência peculiar, narrava embriagado para um grupo de crianças de cerca de dez anos.
Com uma cabaça de vinho na mão, sentado ao chão e encostado na árvore, ele continuava sua história.
Após muito tempo, com o olhar turvo, o homem examinou sua cabaça, agitou-a suavemente e, invertendo-a, nada saiu.
“Nem uma gota... acabou... por hoje... chega.”