O doutor em medicina Yang Ming atravessou para a Antiguidade. Com a mão esquerda exercia a medicina, pendurando o caldeirão para salvar o povo, e curou incontáveis pessoas; com a mão direita fazia comércio e lucrava sem fim, ficando rico o bastante para desafiar um reino. O plano era só passar o dia abraçado à sua bela e formosa esposa, dormir até acordar naturalmente e viver uma vida de pura diversão para sempre. Mas o velho imperador não o achava nada de bom e o obrigou a provocar uma rebelião; ele então fez algumas coisas de forma quase aleatória, chocou a todos e unificou o céu inteiro sob seu comando. — O quê, me fazer imperador? Você acha que eu sou bobo? Ser imperador é muito cansativo! Eu só quero levar minha linda esposa para passear por montanhas e rios e viver tranquilo para sempre. Imperador: Au, au, au, senhor, deixa eu cuidar do seu reino por você... ah, não, não, que tal eu cuidar da sua casa? Princesa: Eeei, senhor, por favor, me aceite como sua criada de quarto! Ministro: Aaaaah, até o velho imperador virou seu cão de guarda! Como é que vamos te chamar? Imperador Celestial ou Imperador de Jade?
“Não... cunhada, por favor... não faça isso, ainda sou apenas uma criança...”
“Bah! Você já tem dezoito anos, não tem? E o que é aquilo ali? Com certeza já passou dos dezoito!”
“Ande logo, vou te ensinar como se tornar um homem...”
Era início da primavera, noite profunda.
A luz da lua, límpida como a água, atravessava um buraco do tamanho de uma tigela no teto de palha, formando um feixe que iluminava o interior da cabana.
Via-se claramente uma jovem mulher de beleza marcante, pressionando um estudante de aparência frágil, tentando forçá-lo a algo indescritível.
“Ah...”
O estudante estremeceu todo de medo e, logo depois, permaneceu inerte.
“Yang... Yang Ming, o que houve? Não assuste sua cunhada!”
Ela verificou seu pulso e respiração: Yang Ming não dava sinais de vida. A mulher ficou apavorada.
Felizmente, no instante seguinte, Yang Ming abriu os olhos de repente, aliviando a cunhada.
Ele olhou, confuso, para a mulher vestida à moda antiga que estava sobre ele.
“Quem é você? Saia de cima de mim!”
Yang Ming a empurrou com força, jogando-a no chão, e saltou da cama.
“Por favor, Ming, suplico que me aceite. Case-se comigo, serei sua escrava, sua serva, cuidarei de você!”
“Daqui a quinze dias faço dezoito anos. Se ninguém me tomar por esposa até lá, serei enviada como prostituta para as fronteiras...”
Yang Ming olhou, perplexo, para a mulher ajoelhada, batendo a cabeça no chão em súplica, e fugiu apavorado.
Ele só parou de correr quando chegou à beira de um riacho.
Sen