“A Força Comum não significa ser extraordinário. Quem a possui deve lembrar-se, a cada momento, de que é apenas um humano comum, não pode se colocar como um deus, e deve usar bem essa força para proteger a humanidade.”
"Ling Seventeen!!! É a sua enésima reclamação? Sabe quantas chances eu já te dei? Você não quer mais trabalhar aqui?" Ling Seventeen ouviu a bronca do patrão em silêncio. Ele sabia que o homem não o demitiria; afinal, encontrar um funcionário tão barato em todo o Continente de Belijie era algo raríssimo.
Após a saraivada de insultos, o patrão imediatamente ordenou que ele partisse para a próxima entrega. O destino, porém, era a Rua da Paz, localizada ao lado da Rua dos Fantasmas. Apesar do nome, o lugar não tinha nada de pacífico; era um reduto de furtos e assaltos. Mas, ao ver a expressão do chefe, mais escura que o fundo de uma panela, Ling Seventeen soube que não tinha escolha.
A Rua da Paz ficava próxima, mas situava-se em uma zona de ninguém, adjacente à Rua dos Fantasmas, onde poucos se aventuravam. Contudo, onde havia gente, havia negócio.
Tentando não atrair a atenção dos marginais locais, Ling Seventeen caminhou na ponta dos pés até o local da entrega. Ele olhou em volta e bateu na porta imunda. Quando estava prestes a deixar o pedido e sair, uma nota de mil dólares o fez travar.
Enquanto ainda saboreava a felicidade da gorjeta generosa, ele teve o azar de ser cercado por um grupo de arruaceiros.
O líder dos bandidos zombou: "Ora, veja só! Entregadores ganham tão bem assim agora? Ei, irmão, você parece filho de gente rica. Que tal nos dar um pouco desse dinheiro para comprarmos uma bebida?"
Ling Seventeen sorriu de forma desajeitada: "Chefe, paguei uma multa hoje, estou sem nada. Que tal eu pagar uma á