Ela é sedutora, cheia de charme, dona de mil encantos e capaz de enfeitiçar qualquer coração. Dizem que é a reencarnação de uma bela desgraça da história, outros afirmam que ela traz o espírito de uma lendária tentadora, enquanto há quem jure tratar-se de uma feiticeira renascida ou mesmo de uma raposa mística tomando-lhe o corpo. Agora, a maior causadora de tragédias de todos os tempos desperta no círculo das socialites como uma verdadeira Marilyn! Apontada por todos, amaldiçoada por multidões! Ela faz de sua beleza uma arma, de seu charme um escudo, e, dançando entre insultos, conquista fama e fortuna, ainda por cima roubando o coração do solteiro mais cobiçado do país, alimentando o ódio de suas rivais! Podem falar o que quiserem, afinal, quem morre de raiva não sou eu! Perguntaram uma vez ao impiedoso e reservado senhor Qin por que se deixara enfeitiçar por tamanha beleza. Ele respondeu: “Acho que ela é diferente de todas as flores inocentes por aí.” Indignada, a dama retrucou: “Pois eu acho que você é igualzinho a todos os outros canalhas! Seu miserável!” Recomendo também outra obra finalizada da autora: "Esposa Mimada, Amor em Dose Dupla!"
Todos devem morrer um dia; para alguns, a morte pesa mais do que a Montanha Tai, para outros, chega de forma absurda e sem sentido. Qin Meiwu jamais imaginou que o seu destino seria o segundo caso.
Como a femme fatale dos antigos tempos, temida por todos, cuja simples presença fazia flores murcharem e até caixões estremecerem, ela já havia imaginado milhares de maneiras diferentes de morrer. A mais provável, pensava, seria nos braços de um homem, talvez em sua cama.
No entanto, ironicamente, morreu no caminho para a cama dele.
Após dez anos perseguindo o homem de seus sonhos, finalmente conquistou a chance de deitar-se ao lado dele, mas, antes mesmo de tocar a barra de sua roupa, foi brutalmente morta com um tapa.
A indignação crescia em seu peito ao recordar que nem sequer teve a oportunidade de alcançar o que tanto desejara.
Enquanto sua consciência se dissipava e o mundo mergulhava em trevas, vozes soaram vagamente em seus ouvidos.
— Já é a quinta tentativa de suicídio, senhor Qin. Sugiro que permita logo o tratamento da senhorita Qin. Desta vez, graças à intervenção rápida, conseguimos salvá-la, mas da próxima vez talvez não tenhamos a mesma sorte...
As pálpebras pesavam como chumbo e suas forças pareciam ter sido drenadas por completo. Com imenso esforço, Qin Meiwu abriu os olhos e avistou as costas largas de um homem, o cabelo curto perfeitamente aparado, vestindo roupas negras de corte estranho.
Não conseguia ver seu rosto, mas aquela silhueta alta e esguia lhe era estranhamente familiar.
O homem conversava com