Uma lenda urbana com um clima descontraído... Hm, essa sinopse está boa, é como se não dissesse nada. Meu segundo livro, "Comércio de Crimes", já está concluído, e o novo romance, "Parque do Terror", já começou a ser publicado, número do livro: 2597043.
A tempestade já durava há horas; às três da madrugada, o céu estava tomado por nuvens escuras, relâmpagos e trovões. Vestindo uma capa de chuva e armado com uma pá de ferro, Vítor saiu de casa, dirigindo-se ao cemitério ao lado do apartamento.
A escavação começou... Nas estradas suburbanas, nesse horário, nem carros passavam, muito menos pessoas. Obviamente, em uma chuva torrencial como aquela, mesmo que houvesse uma multidão a dez metros de Vítor, seria impossível saber o que ele fazia, ou mesmo distinguir se era humano ou fantasma.
Seu humor era péssimo. Não estava ali movido por um súbito desejo de enriquecer após ler alguns romances sobre saqueadores de tumbas, mas sim por pura necessidade. Ele havia se mudado para o apartamento ao lado do cemitério há apenas três dias. O motivo era simples: o aluguel era barato, como era de se esperar. Afinal, sendo materialista e recluso, bastava encarar a tela do computador, não precisava ficar na janela gritando seus sonhos ao horizonte. O cemitério era só um detalhe.
Mas na primeira noite, algo estranho aconteceu. Enquanto navegava na internet até meia-noite, começou a ouvir batidas ritmadas do lado de fora da janela, como um coração pulsando... No início, pensou ser alucinação por ficar tanto tempo online. Desligou o computador, tentou dormir, mas o som só ficou mais claro – era, sem dúvida, um batimento cardíaco!
Sentiu a garganta seca, suor frio percorrendo seu corpo. Do lado de fora só havia o cemitério. Batidas de coração só se ouvem encostando no peito de alguém, então o que estava acontecendo? Como