Quando a tradição se rompe e a medicina ancestral declina, quem ainda se lembra da arte milenar capaz de desafiar o destino? Com o desaparecimento do terceiro tio, tudo o que restou para Ye Fan foi uma clínica decadente e um amuleto de jade herdado. Por um acaso, o amuleto se partiu e se transformou no “Tratado Celestial da Medicina Profunda”, que inundou sua mente! “Visão espiritual” e “condução de energia” foram compreendidos num instante! Barreiras de cultivo? Não existem! Doenças terminais? Uma única agulhada e a vida é restaurada! Diante de uma diretora-geral de temperamento gélido, envenenada e à beira da morte, a medicina ocidental nada pôde fazer! Deveria ele escolher continuar sua vida comum e permitir que tudo desaparecesse? Ou revelar seu talento, desafiar o destino com técnicas médicas misteriosas e, assim, adentrar o intrigante mundo urbano?
Cidade de Jiangbei, em uma clínica decadente.
Yefan segurava uma carta amassada, sentindo-se à beira das lágrimas. As palavras rabiscadas nela feriam seus olhos: “Moleque, tenho uns assuntos para resolver fora. Não sei quando volto. A clínica fica por sua conta!”
Reconheceu imediatamente a caligrafia torta do seu tio, Yetianyang, com quem convivia desde a infância. Por mais de uma vez, Yefan perguntara pelo paradeiro dos pais, mas o tio sempre mudava de assunto, calado como uma pedra.
“Velho safado! Foi embora assim mesmo?” Yefan amassou a carta e a jogou contra a parede. O papel caiu, desenrolando-se lentamente, como se zombasse de sua impotência.
Lá fora, a luz da manhã atravessava os vidros sujos, iluminando as paredes manchadas da clínica. Esse pequeno consultório era fruto de anos de esforço de Yetianyang, mas o movimento sempre foi fraco, raros eram os clientes.
Yefan largou os estudos após o ensino médio por notas ruins e desde então passava os dias à toa na clínica, aprendendo um pouco de medicina tradicional, mas sem real dedicação.
“Como pode fazer isso comigo?” Gritou no espaço vazio, a voz ecoando entre as paredes. O assoalho rangia, em resposta à sua ira. Prateleiras repletas de ervas exalavam um cheiro amargo. No canto, um ventilador antigo girava lentamente, emitindo um zumbido monótono. Algumas moscas rodeavam o armário de remédios, trazendo um pouco de vida àquele cenário de decadência.
Aproximou-se da mesa do tio, onde livros e prontuários estavam espalhados. Abriu um deles, mas as letras minúsculas logo o fizer