Este livro também é conhecido como 【O Advogado Fora da Lei】【Advogado dos Mil Triunfos】. Su Bai, um advogado cuja taxa de vitórias atinge impressionantes noventa e nove por cento, desperta em um mundo paralelo. Enquanto outros advogados enfrentam processos com o pensamento: basta não perder, Su Bai encara cada disputa judicial com desdém: vencer não passa de uma trivialidade. Onde outros se curvam timidamente diante do juiz presidente, Su Bai golpeia com firmeza: “Excelência, creio que sua interpretação desta lei está equivocada.” Quando os demais advogados ainda se esforçam apenas pela vitória, Su Bai já conseguiu pôr o advogado adversário atrás das grades. No tribunal, o magistrado exclama, furioso: “Aconselho-o a moderar-se!” Su Bai, sereno, responde: “Excelência, por acaso interpretei alguma lei de forma errada? Ou será que Vossa Excelência tem alguma objeção pessoal contra mim?” “Hum? Gostaria de experimentar a prisão?” Desde então, uma regra não-escrita passou a circular pelo meio jurídico: se o advogado do outro lado for Su Bai, é melhor desistir. Não ignore os conselhos, ou prepare-se para as consequências!
— Qual a idade?
— Trinta e seis.
— Estou perguntando a idade da amante.
— Ah, da amante... Deve ter pouco mais de vinte anos, parece que ainda está na faculdade. Que vergonha, tão jovem e já se presta a esse papel, poderia fazer qualquer coisa, mas insiste em seduzir o marido alheio!
Uma senhora de aparência impecável, cuidada com esmero, não cessava de proferir impropérios, descrevendo os vários desvios do marido.
Algum tempo depois, como se se desse conta de algo, indagou novamente:
— Por que quer saber a idade da amante?
— O Código Penal determina que manter relações impróprias com uma menor de catorze anos resulta em condenação, independentemente do consentimento.
— Ah, que pena...
A mulher estalou a língua, lamentando, e prosseguiu com suas denúncias contra o marido infiel.
Su Bai escutava com atenção, anotando as informações essenciais que escapavam dos lábios da senhora. Ao término, rabiscou alguns apontamentos em seu caderno.
Passados trinta minutos, a mulher, já com a boca seca, pediu:
— Tem água? Gostaria de beber um pouco.
Su Bai, com destreza, entregou-lhe uma garrafa de água mineral e ouviu, por mais meia hora, a narrativa entremeada de lágrimas da cliente.
Por fim, percebendo o cansaço da mulher, que enxugava lágrimas imaginárias dos olhos, ela perguntou:
— Doutor, quero saber: se o outro cometeu adultério, posso exigir que ele saia de casa apenas com a roupa do corpo?
Su Bai conferiu os registros que fizera.
— Pela legislação, isso não é possível. Em determinadas circuns