Renascido na Terra, Ye Mo aproveitou o intervalo da aula para correr, apressado, até um beco deserto. A primeira coisa que fez foi baixar as próprias calças; na verdade, ele queria apenas verificar o seu próprio sexo...
Yanjing, cuja população soma dezenas de milhões de almas, é a maior metrópole de toda a China. Se alguém se colocasse no topo de um dos arranha-céus de Yanjing e olhasse para baixo, veria apenas uma sucessão interminável de caixas de fósforo; edifícios altos e baixos, comprimidos uns contra os outros, formando uma paisagem urbana densa e sem limites.
Naquele momento, no topo da sede da Corporação de Ervas Medicinais Ning, estavam duas mulheres. Uma delas trajava um vestido de lã branco, e seu rosto, de expressão serena, revelava, para o olhar atento, uma jovem de beleza incomparável. O vestido esvoaçava levemente ao sabor do vento, e, emoldurado por seu semblante etéreo, conferia-lhe ares de uma celestial das Nove Alturas; alguém a quem só se ousa contemplar de longe, pois acercar-se mais seria quase um sacrilégio.
— Qingxue, você realmente vai se casar com aquele... com aquele Ye Mo, seja lá quem for? — perguntou a jovem ao seu lado, vestida de vermelho. Ela também era uma beldade, mas, ao lado da donzela de branco, sua formosura parecia empalidecer.
A moça de branco mantinha o olhar perdido nas incontáveis torres que se estendiam ao longe, e nos carros e pessoas que, vistos dali, mais pareciam formigas. Permanecia calada, como se tudo aquilo não lhe dissesse respeito.
A jovem de vermelho suspirou e prosseguiu: — Qingxue, sei que você não deseja casar-se com aquele inútil do Ye Mo. Francamente, quem neste mundo estaria à sua altura? Sei bem que, no banquete, ao dizer que se casaria com ele, não passava de um desabafo, ou, quem sabe, você apenas q