Lu Yu adentrou um mundo singular, onde deuses profanos espreitam e antigos tabus ressurgem das profundezas do tempo. Neste universo, aves e feras, montanhas e rios, até mesmo os elementos, podem despertar a própria essência e transformar-se em criaturas de estimação; os mais poderosos, por sua vez, tornam-se o próprio nicho ecológico, irradiando mistérios como o Reino das Ossadas, o Ninho das Súcubas, o País das Árvores Celestiais e o Abismo do Amarelo Inferno, gerando inumeráveis vassalos e servos. Os domadores de bestas selam pactos com suas criaturas, cultivando-as e conduzindo-as pela senda da espiritualidade. Após testemunhar o Evento do Sol Proibido, Lu Yu adquiriu a extraordinária habilidade de extrair materiais de todas as coisas do mundo, editando-os para criar Secretas Delícias. Combinando ingredientes de evolução, como o “Crepúsculo Fragmentado” e o “Ovo Morto do Dragão Ancião”, preparou o Banquete do Fim: ao consumi-lo, sua besta evolui para o Dragão-Deus do Apocalipse, cuja aurora crepuscular devora o mundo e se torna o deus derradeiro do fim dos tempos. Com Delícias de habilidades, suas criaturas podem saquear poderes de tudo, marchando rumo à onisciência e onipotência; com Delícias de sacrifício, capturam fragmentos do tempo proibido, invocando ancestrais e profanando as divindades. Assim, o estilo de suas criaturas também se tornou cada vez mais estranho: há sombras de aranhas que tecem sonhos e envolvem dragões antigos em seus fios para devorá-los; há senhores escarlates que corrompem o multiverso; há devoradores de mundos que consomem universos inteiros... Quanto a isso, ele apenas explicou: “Minhas bestas são apenas um pouco estranhas, realmente não são deuses profanos!”
O sentimento mais antigo e mais intenso da humanidade é o medo, e o mais antigo e intenso dos medos é o medo do desconhecido.
Nas profundezas do oceano...
No silêncio sepulcral das águas abissais, ele afunda lentamente!
Sem forças...
Tudo o que lhe resta é sentir a dor sufocante, quase mortal, e olhar para a superfície ondulante, onde o sol, distorcido pela refração da luz, se desdobra em nove astros sobrepostos.
A luz pálida derrama-se, revelando sombras que se contorcem nas profundezas, como se a Mãe das Trevas abrisse os braços...
“Não!”
O grito doloroso espantou as aves que se aproximavam dos pessegueiros, obrigando-as a voar praguejando.
Lu Yu, recostado no tronco e de óculos escuros, desperta subitamente do seu sono como quem escapa de um afogamento, arfando em busca de alívio para o aperto sufocante no peito.
Ao redor, pessegueiros altos estendem seus galhos cobertos de flores cor-de-rosa, nuvens de pétalas flutuam como névoa tingida de rouge, como se um artista tivesse pintado um panorama primaveril.
Felizmente, ainda estava na base de criação de mascotes da cidade de Dayuan!
Ao se recompor, percebe diante de si uma jovem de vestido branco, segurando um envelope estampado com corações, de beleza delicada e postura graciosa, o olhar tímido de quem se assusta como um coelhinho.
Lu Yu, ciente de que a assustara, apressa-se em ajustar o semblante e força um sorriso:
“Colega, deseja falar comigo?”
A jovem, ainda aturdida, balbucia:
“Eu... queria te entregar... uma carta...”