Há aqueles que existem com orgulho, e há aqueles que lutam com orgulho; há quem compete com orgulho, e há quem fracassa com orgulho; mas são poucos os que conseguem se retirar com orgulho. Ao terminar de ler estas palavras, felicito-o: você já enxergou a vida de muitos jogadores. Esta passagem ganha forma nas palavras de Stephen Curry, que, após a derrota de 2021, declarou que na próxima temporada ninguém ousaria enfrentar-nos; na convicção de Tim Duncan, antes das finais de 2014, de que não deixariam tudo escapar; na promessa de Kobe Bryant, durante a cerimônia em memória do velho Buss, de levar os Lakers aos playoffs; na noite em que Nowitzki, livrando-se do estigma de fragilidade, se refugiou nos vestiários para chorar; no brado de Kevin Garnett ao erguer o troféu; na razão pela qual os Pistons de 2004 triunfaram e os Lakers do F4 sucumbiram. Nossa história começa naquela era em que o orgulho ainda era fundamental.
— Você já anda cabisbaixo há dias. Está com alguma preocupação?
Do lado de fora da sala de aula, Lin Kaiwen fitava o amigo com um olhar curioso.
Agora, ali estava ele, recostado contra a parede com uma expressão de absoluto desalento. Embora seu semblante lembrasse em tudo aqueles jovens ignorantes prestes a cometer uma loucura, Lin Kaiwen ainda assim quis convencê-lo a sentar-se em algum lugar.
Afinal, aquele sujeito era alto pra caralho!
O outro não teve escolha senão baixar os olhos para encarar o amigo. — Estudando numa escola como esta, como esperas que eu fique feliz?
— Piraste? Esta não era a escola dos teus sonhos?
— Escola dos meus sonhos?
— Esta “prisão na montanha”, uma escola secundária cujo ranking nacional mal figura entre as mil quinhentas melhores, cujo aluno mais ilustre foi um velho que jogava beisebol nos anos 30 e ganhava cento e cinquenta dólares por partida, que só tem um ponto de ônibus e, num raio de três quilômetros, o único fast food é um McDonald’s... Esta é a escola dos teus sonhos?
Lin Kaiwen enxugou algumas gotas de saliva que lhe haviam respingado no rosto e assentiu levemente: — Sim, foi exatamente isso que me disseste na época. Afêi, o que houve contigo?
Yu Fei ficou atônito.
Já haviam se passado dois dias, mas ele ainda não conseguia acreditar no que lhe acontecera.
Por quê?
Essa era a pergunta que pairava incessantemente em sua mente.
Por que atravessara para outro mundo? Por que viera parar justamente no corpo deste Yu Fei? Por que a escola de Yu Fei era tão miserável? <