O discípulo da Escola de Maoshan desceu a montanha para caçar fantasmas, mas acabou sendo chamado para realizar um casamento de sorte, unindo-se a uma pessoa já falecida, ajudando o espírito a afastar o azar. Diante do caixão, onde repousava o corpo impecavelmente belo de uma jovem, Ye Zhiqiu sentiu-se em apuros: deveria aceitar ou recusar tal cerimônia?
No auge do verão, numa manhã clara, diante do portão do Templo Qianyuan do Monte Mao, um jovem de cerca de vinte anos estava sentado de pernas cruzadas, voltado para o leste.
— Outono das Folhas, já é grande o suficiente para parar de brincar com lama! — bradou um velho sacerdote desalinhado, que saía do templo e se dirigia ao rapaz.
— Mestre, não estou brincando com lama, estou meditando e praticando — respondeu o jovem com tranquilidade, sem sequer virar o rosto.
— Praticando? Eu vejo que não está brincando com lama, está se entregando a outros hábitos! — resmungou o velho com força.
— Mestre, será que lhe falta um pouco de conhecimento? Brincar com lama envolve as duas mãos, o outro hábito é um movimento rápido e repetitivo com uma só. Estou imóvel aqui, como poderia estar fazendo qualquer uma dessas coisas? Estou realmente praticando! — retrucou Outono das Folhas, guardando o celular que tinha sobre os joelhos e despedindo-se da bela professora do vídeo. Levantou-se e olhou para o mestre.
— Olhe para você: rubor no rosto, respiração irregular, olhar disperso, sinais de impureza interior... Certamente estava entretido em outros afazeres! — o velho lançou-lhe um olhar severo e suspirou. — Há dez anos que seguimos juntos neste caminho, mas agora chegou ao fim nossa ligação de mestre e discípulo. Outono das Folhas, pegue suas coisas e desça da montanha.
— O quê? Mestre, está me mandando descer? — os olhos do rapaz brilharam.
— Ai... — o velho suspirou novamente, virou-se e, com profunda melancolia, disse: — Sei que lhe custa part