Norton Sager sempre teve um sonho: tornar-se um rico proprietário de terras, possuir vastas propriedades, sustentar muitas pessoas sob seu comando, contratar alguns secretários, empregar um grupo de subordinados, impor respeito quando necessário e, nos momentos de lazer, assistir a danças e ouvir música... Com a vantagem do “Punho Estelar do Norte” que trouxe ao atravessar para este mundo, ele acreditava que nada disso seria impossível. Mas seu azar parecia não ter fim... Tentou ser o rei da agricultura, mas não colheu um único grão. Tentou ser o rei da pesca, mas só voltou com as redes vazias. Tentou ser o mestre das danças populares, mas foi surpreendido pelo toque de recolher. Rei dos seguranças, caçador de recompensas, comandante de mercenários... Nada deu certo! Restava-lhe apenas o caminho de tornar-se o Rei dos Piratas!
Mar de Leste, dentro do reino de Oikott.
No interior de um acampamento em meio à floresta, um homem vestindo apenas uma camisa fina e calças de tecido segurava um cartaz de procurado, comparando-o com a jovem à sua frente, e perguntou:
— É você?
A jovem possuía longos cabelos loiros ondulados, pele alva, feições delicadas e encantadoras, e vestia um deslumbrante vestido de gala. As mangas aderiam aos braços, enquanto a saia era ampla, e rendas adornavam seu colo gracioso. Apesar de não ostentar joias ou ornamentos de ouro ou prata, tinha ares de uma nobre de linhagem ilustre.
Loiro em ondas largas, daqueles que chamam atenção.
O olhar da jovem era gélido, e sua voz ainda mais cortante:
— Não sou eu.
— Mas é sim — disse Sagg.
A jovem fitou-o com fúria:
— Se sabia, por que pergunta?!
Sagg sorriu, exibindo os dentes:
— No caminho, já foram cinco grupos de bandidos. Finalmente consegui um serviço!
A jovem lançou-lhe um olhar tão feroz que, se olhares matassem, ambos já teriam caído juntos.
— Nem adianta tentar — Sagg bateu com a mão na bainha do delicado florete de cabo perolado preso ao cinto de pano. — Você é meu primeiro trabalho, preciso me precaver contra todo tipo de imprevistos.
Ao dizer isso, tocou com o dedo a testa da jovem. De imediato, suas pernas avançaram por conta própria, caminhando na direção que ele indicava.
O olhar da jovem se enevoou de desespero. Jamais imaginara que alguém pudesse chegar a tal ponto — não só fora desarmada num piscar de olhos, como, ao toque de um