No ano da Queda das Estrelas, a maré demoníaca se aproxima, e os conflitos começam a emergir. Com o enfraquecimento da Barreira da Ordem, passagens temporais surgem com frequência, dando início oficialmente à guerra que envolve inúmeros mundos e panteões. Assim, deuses são derrubados, abismos se abrem, e a disputa entre o caos e a ordem faz com que estrelas tombem e inúmeros demônios despertem. Este é um apocalipse mais aterrador do que o próprio inferno: calores abrasadores e ventos furiosos consomem todos os mares, nuvens de fogo e cinzas obscurecem os céus, e os homens lutam e lamentam sem jamais encontrar descanso. Contudo, o lendário guerreiro Josué, por um acidente, retorna ao passado, ao tempo em que tudo ainda não havia começado. Diante de alguém disposto a mudar o curso dos acontecimentos, o destino jamais será apenas destino.
O céu carregado, o ar úmido. No Grande Desfiladeiro de Tomás, o campo de batalha estava coberto de corpos; a luta, por ora, cessara. Uma pequena patrulha de orcs recuava às pressas para o topo do vale.
Insultos vulgares misturavam-se ao caos dos passos apressados, ecoando até o alto, assustando aves necrófagas. Corvos, abutres e gaivotas de carniça, relutantes em abandonar o banquete de membros e vísceras à sua frente, mas temerosos de serem atingidos por flechas perdidas, voavam em círculos ao redor dos cadáveres, gritando incessantemente. Como se despertado por esse grasnar rouco, algo se moveu no monte de corpos, produzindo um leve ruído.
Não muito longe dali, um trio de orcs parou de repente.
“Ouvem isso?” Um orc de pele esverdeada, robusto e com a armadura de couro em frangalhos, mostrou suas presas enquanto estreitava os olhos, vasculhando o entorno com um olhar gélido. “É um humano. Vou matá-lo.”
Sem esperar resposta, avançou em direção ao monte de cadáveres.
“Rápido!”, apressou um dos outros.
Na escuridão, guiado pelo faro apurado, o orc robusto logo encontrou um humano semioculto sob restos de membros decepados.
O guerreiro gravemente ferido estava inconsciente, rodeado de cadáveres de orcs. Sua armadura estava dilacerada, a grande espada nas mãos tinha a lâmina retorcida e rachada. Parecia à beira da morte, tão frágil que poderia sucumbir a qualquer instante.
Um trovão rasgou o céu.
“Morre!”, bradou o orc, erguendo o machado para desferir um golpe letal na cabeça do humano, acompanhando o ribombar do relâmpa